Rock nacional dos anos 80 se beneficiou do remix

Written by on 30 de outubro de 2020

Por Diego Franchi e Rafael Teixeira

A história do pop rock brasileiro e da profissão de DJ no país se misturam muito. Ambas tiveram um ponto de virada na época em que as rádios ditavam tendências e as gravadoras dominavam o mercado fonográfico nacional, nos anos 80.

O “remix”, versão de uma música voltada para a pista de dança, é a principal assinatura de um DJ. Mas ele só se popularizou por aqui quando artistas pop daquela década, como Dominó e Guilherme Arantes, e astros do rock, como RPM e Camisa de Vênus, sentiram a necessidade de ampliar a duração de suas canções.

Foi por isso que, em 1985, a CBS Records encomendou o Dance Mix Vol. 1, que contava com versões de “Cheia de Charme” e “Louras Geladas”, e outros sucessos de RitcheLeo JaimeFagner e outros.

No Sampleado, podcast sobre soul e dance music do TMDQA!, conversamos com Sylvio Muller, um dos maiores DJs do Brasil na época e responsável por esses remixes, ao lado de DJ Grego e Julinho Mazzei. Segundo ele, já se usava por aqui as mesmas técnicas de mixagem e overdub que estavam estourando nos remixes na Europa e Estados Unidos. Mas ainda faltava espaço para trabalhar.

Antes, só existiam versões extended, que os engenheiros de som e às vezes os próprios músicos faziam. A batalha dos DJs pra melhorar o nível das produções dependia muito dos diretores do estúdio, não só pra nos eferecer equipamentos como samplers, baterias eletronicas e gravadores pra edição, mas também pra adicionar o toca-discos no set, que é o instrumento do DJ. Foi só com os remixes do pop rock, nos anos 80, que o DJ passou a ser respeitado como parte do processo artístico, e pode ter acesso a estúdios profissionais junto dos radialistas, produtores e músicos.


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